
Me olhando no fundo dos olhos Miguel disse:
-- Eu nunca te dei um único motivo para desconfiar de mim, mas quando o Bill -- Ele disse o nome como se fosse um palavrão -- Apareceu em coma no hospital você, a pessoa que mais deveria acreditar em mim, foi a primeira a me acusar. Eu sempre soube quem você é; uma mulher forte e independente; é claro que fiquei com furioso quando soube que ele ficou te cantando e até chegou a forçar uma situação, minha vontade era ter ido direto até ele e desfigurado aquela cara de canalha que ele tem, mas, você me fez jurar que não faria nada e eu não fiz. Para você minha palavra não foi o suficiente, não é mesmo Sophia?! Foi preciso descobrir o verdadeiro culpado para você acreditar em mim. Foi preciso falarem o óbvio, que aquele crápula arrumou uma briga terrível num pub em Londres e acabou mexendo com pessoas que não tiveram o mesmo que eu e arrebentaram a cara dele.
Meus olhos não desgrudavam de seu olhar penetrante e não paravam de escorrer lágrimas deles. Minha garganta doía estendendo a dor até o centro do meu peito, me fazendo quase sufocar.
Miguel chegou um pouco mais perto até que nossos narizes estivessem a uma polegada de distância, pude sentir sua respiração e então desviou o rosto andando rápido até o gramado. Minha cabeça e meu coração estavam uma só bagunça enquanto eu tentava decidir se corria até ele ou se deixava-o ir.
Deixa-lo ir, odiei pensar nisso, minha vida toda deixei que as coisas fossem embora e não poderia, ou melhor, eu não conseguiria deixar que a melhor coisa que já aconteceu comigo simplesmente saísse assim de perto de mim.
Corri até ele e agarrei seu braço algumas vezes até que finalmente consegui fazê-lo parar. O vento era forte e fez meu cabelo ir para a frente dos meus olhos, meu vestido grudava em meu corpo fazendo o tecido seguir cada curva, assim como a camiseta branca de Miguel, que desenhava o contorno de seu peito e o começo de seu abdómen.
Fiquei encarando-o sem conseguir formular uma palavra; algo em meus olhos deve tê-lo deixado mais calmo.
Alguns segundos se passaram em silêncio.
-- Eu te amo, Sophia e você sabe disso. -- Sua voz era quase inaudível e ele segurava meus ombros.
-- Eu também te amo e não tenho palavras para descrever o quanto me arrependo por não ter acreditado em você desde o início.
Coloquei meus braços ao redor de sua cintura encostando a cabeça em seu peito e chorando ainda mais, tentando que aquele nó em minha garganta saísse com as lágrimas. Demorou alguns segundos até ele retribuir o abraço.
Senti sua bochecha no todo da minha cabeça; se afastando olhou em meus olhos com ternura.
-- Acho que nunca vou conseguir ficar realmente bravo com você, tudo que eu quero é poder te abraçar e te beijar sempre que desejar; quero ouvir você dizer que me ama e daqui alguns anos chegar em casa e poder dar um beijo em minha pequena esposa; ver você ser a heroína da minha vida quando der a luz aos nossos filhos; compartilhar com você o brilho de ver nossos filhos crescerem nesta mesma casa. Eu te amo, Sophia e nunca te daria motivos para não acreditar nisso ou em qualquer outra coisa.
Em seguida minhas lágrimas se tornaram lágrimas de alegria e regaram nosso beijo. Se minha vida parasse naquele exato instante eu poderia me acostumar fácil com a situação, Miguel me abraçou forte enquanto nos beijávamos, passei meus braços em seu pescoço e ele me levantou do chão e por mais clichê que possa parecer ele me girou até que me pousou no gramado.
Voltamos para casa, coloquei minha jaqueta e vimos o sol se por e o dia clarear sentados na varanda abraçados. Antes de cochilar lembro de sentir o cheiro de Miguel me rodear, me fazendo ficar ainda mais sonolenta enquanto seus braços me envolviam me aquecendo mais que a própria jaqueta.
Eu estava perdoada; me sentia perdoada e pela primeira vez me senti a pessoa mais amada do mundo
Escrito por Beatriz Attard oficialmente dia 03/11/2010
-- Eu nunca te dei um único motivo para desconfiar de mim, mas quando o Bill -- Ele disse o nome como se fosse um palavrão -- Apareceu em coma no hospital você, a pessoa que mais deveria acreditar em mim, foi a primeira a me acusar. Eu sempre soube quem você é; uma mulher forte e independente; é claro que fiquei com furioso quando soube que ele ficou te cantando e até chegou a forçar uma situação, minha vontade era ter ido direto até ele e desfigurado aquela cara de canalha que ele tem, mas, você me fez jurar que não faria nada e eu não fiz. Para você minha palavra não foi o suficiente, não é mesmo Sophia?! Foi preciso descobrir o verdadeiro culpado para você acreditar em mim. Foi preciso falarem o óbvio, que aquele crápula arrumou uma briga terrível num pub em Londres e acabou mexendo com pessoas que não tiveram o mesmo que eu e arrebentaram a cara dele.
Meus olhos não desgrudavam de seu olhar penetrante e não paravam de escorrer lágrimas deles. Minha garganta doía estendendo a dor até o centro do meu peito, me fazendo quase sufocar.
Miguel chegou um pouco mais perto até que nossos narizes estivessem a uma polegada de distância, pude sentir sua respiração e então desviou o rosto andando rápido até o gramado. Minha cabeça e meu coração estavam uma só bagunça enquanto eu tentava decidir se corria até ele ou se deixava-o ir.
Deixa-lo ir, odiei pensar nisso, minha vida toda deixei que as coisas fossem embora e não poderia, ou melhor, eu não conseguiria deixar que a melhor coisa que já aconteceu comigo simplesmente saísse assim de perto de mim.
Corri até ele e agarrei seu braço algumas vezes até que finalmente consegui fazê-lo parar. O vento era forte e fez meu cabelo ir para a frente dos meus olhos, meu vestido grudava em meu corpo fazendo o tecido seguir cada curva, assim como a camiseta branca de Miguel, que desenhava o contorno de seu peito e o começo de seu abdómen.
Fiquei encarando-o sem conseguir formular uma palavra; algo em meus olhos deve tê-lo deixado mais calmo.
Alguns segundos se passaram em silêncio.
-- Eu te amo, Sophia e você sabe disso. -- Sua voz era quase inaudível e ele segurava meus ombros.
-- Eu também te amo e não tenho palavras para descrever o quanto me arrependo por não ter acreditado em você desde o início.
Coloquei meus braços ao redor de sua cintura encostando a cabeça em seu peito e chorando ainda mais, tentando que aquele nó em minha garganta saísse com as lágrimas. Demorou alguns segundos até ele retribuir o abraço.
Senti sua bochecha no todo da minha cabeça; se afastando olhou em meus olhos com ternura.
-- Acho que nunca vou conseguir ficar realmente bravo com você, tudo que eu quero é poder te abraçar e te beijar sempre que desejar; quero ouvir você dizer que me ama e daqui alguns anos chegar em casa e poder dar um beijo em minha pequena esposa; ver você ser a heroína da minha vida quando der a luz aos nossos filhos; compartilhar com você o brilho de ver nossos filhos crescerem nesta mesma casa. Eu te amo, Sophia e nunca te daria motivos para não acreditar nisso ou em qualquer outra coisa.
Em seguida minhas lágrimas se tornaram lágrimas de alegria e regaram nosso beijo. Se minha vida parasse naquele exato instante eu poderia me acostumar fácil com a situação, Miguel me abraçou forte enquanto nos beijávamos, passei meus braços em seu pescoço e ele me levantou do chão e por mais clichê que possa parecer ele me girou até que me pousou no gramado.
Voltamos para casa, coloquei minha jaqueta e vimos o sol se por e o dia clarear sentados na varanda abraçados. Antes de cochilar lembro de sentir o cheiro de Miguel me rodear, me fazendo ficar ainda mais sonolenta enquanto seus braços me envolviam me aquecendo mais que a própria jaqueta.
Eu estava perdoada; me sentia perdoada e pela primeira vez me senti a pessoa mais amada do mundo
Escrito por Beatriz Attard oficialmente dia 03/11/2010
OWWW!!!
ResponderExcluirFOI VC QUE ESCREVEU NÉ?
EU ADOREIIII!!!!
Tá não CUQUIIIII!!!! hehehehehe
MAIS MAIS MAISSS!!!
TE AMOOOO!!!
Beijinhos, Alice.
Ain... cada post que leio faz com que eu me encante mais...
ResponderExcluirPercebo aqui uma poeta do Romantismo na medida... nem mto primeira, segunda ou terceira geração...
Mas... na medida... romântica e real!!
Tá realmente mto bom bia!! Escreve mais aqui que eu sempre venho pra ler!!
Bjoss